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Uma lembrança. Viagem

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     Já comprei passagem aérea  Para ver o Paquistão       No trem, viajo no sonho  Pra raiz do coração.....     No cantinho do meu quarto  Um papel e a caneta     Que me levam quando quero  Para ver outro planeta.....     Sem malas e passaporte   Monto no vento em pelo     Que me leva bem distante  Onde carta não tem selo..... Sônia Souza  

Uma lembrança de 1990. Distância

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      Quanto mais procuro me encontrar mais me distancio de mim mesma, perdida na imensidão de minhas crenças, fico além dos limites que me cercam... E no vagar em novas crenças que derrubam conceitos construídos de concreto, me debruço, confuso em novo anseio e na busca, a distância se alonga... Há abismos entre todas as minhas crenças e não consigo fazer o encontro, senão aumentar a cada instante essa distância que ergue muralhas e abre crateras... Não ordeno à minha imagem por não possui-la; sou sombra num vácuo que tenta aprisionar alguma forma tal qual eu a projeto a cada instante... No caminhar, a imagem desprendeu-se da crença que a fabricava e agora as muralhas impedem um encontro entre distância tão longa e desigual..... sônia souza

Caminho dos Sonhos

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  Criadores de sonhos, somos nós E a fé que os faz acontecer Batalhando, sonhando, indo adiante  Nossos sonhos nunca hão de se perder....  Caminhando pela vida, encontramos Trilhas escuras, sombrias, espinhosas Nunca, nunca devemos dar a volta E sim, sempre e sempre, plantar rosas.... Nossos sonhos, ilusões e esperanças, Certo dia, coloridos se abrirão De mansinho, de repente, de surpresa Surpreendem o nosso coração.... No canteiro de sonhos há borboletas Alegres, bailando o seu voar Lembrando-nos que é girando e girando Pra nenhum dos sonhos se acabar.... E assim, no infinito dos desejos Não há limites pra sonhar No sonho, você vive, resplandece E há sempre rosas pra apanhar.... Sônia Souza/ 1999

Pesadelo

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A fada orvalhada Rasgou a nuvem Roubou a luz Pra fazer sua veste  E tecer o dia... De destino fadado Capim molhado  Amanhece outra vez  A nossa consciência... Desfaz-se a magia  Da bruxa malvada Que nos prendia  No reino das sombras Entre duendes Cavalos falantes  Aranhas, morcegos                 e Ratos gigantes... sonia souza. I999

CELEIRO

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  Hoje é o dia da nossa querida Isabella! Como passa rápido o tempo, ainda hoje, a vejo com sua carinha de criança ! Para as mães, os filhos são sempre os nossos meninos. Dedico a você, minha filha querida, estas palavras escritas há tanto tempo e que definem tão bem, o seu modo de ser !                     CELEIRO És segura em teus caminhos/ E de pedras não tens medo/ Aos amigos viajantes/ Vais contando teus segredos... Nunca páras, nunca voltas/ E escala tuas montanhas/ Tendo corda ou cordão / O que firma é tua mão !... És celeiro de esperança , / Que em broto se anuncia / Em teus olhos luminosos, / Toda noite é sempre dia! ... Faça chuva, faça sol , /Vais cavando teus canteiros, /Não desistes da colheita, / Sempre fartas teus celeiros !... julho..2O2O    Sônia Souza

Uma lembrança

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                   Fecundação Lua deslumbrante,      Quietude, simplicidade Mágico encantado da noite.....  Terra de cores,      Tingida de liberdade, De fogueiras, de amores..... Desça, lua de prata      Nossa eterna namorada Pintaremos tua cara      Em tons de leve rosado..... Ao espaço voltarás      Tragando-o em abraços No teu solo sempre frio      Mundo novo brotará Da semente que na terra      Alguém em ti plantará..... Sônia Souza

MÚSICA SERTANEJA

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  "Acho que o quintal onde a gente brincou é maior que a cidade. Mas só descobrimos isso depois de grande." Manoel de Barros MÚSICA SERTANEJA Nas ruas de minha infância    Em toda casa  Havia um quintal Uvas, laranjas, mangas    Galinhas, porcos E cercas de pau. As uvas doces, pendiam,      Verdes, maduras,       Feitas de mel Laranja azeda ficava       Presa na árvore Olhando pro céu. Porcos, alguns, de brincos        Rosados, pintados,  Todos irmãos Tinham chiqueiro Piscina, pro banho E muito sabão.    As cabras de andar vagaroso Por causa do leite Que as tetas traziam Tinham um olhar tão tristonho        Que longe vagava         Saudades sentiam. Galinhas eram princesas         Gordas, magras De andar tão faceiras Ovos azuis, brancos, rosados        Pintinhos e galos      També...